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15.9.07

O HIP HOP BRASILEIRO É DESRESPEITADO POR AGENTES CULTURAIS.

Rapper Pirata

Sampa, 15 de setembro de 2007
Os artistas de hip hop não são valorizado e nem convidados a se apresentar nos espaços importantes para a cultura brasileira. Porquê?
Hum..! Será porque a base sólida do hip hop contesta em suas expressões o que não é para ser contestados? Racismo, crime, pobreza, drogas, trabalho, educação, exploração sexual, política capitalismo e etc... Então promotores de eventos não chamam os vândalos com medo de estragarem suas festinhas culturais. E quando convidam tentam domesticar os hip hopers, barganhando cachês migalhas de R$ 0.00 á R$ 500,00 em espaços públicos de cultura.
Geralmente o hip hop é percebido sua existência quando os espaços de cultura estão sem grana, e as pessoas que os gerenciam precisam justificar seus salários ou cargos políticos. Os gerentes culturais não gostam 'dos manos', assim que classificam rappers, grafiteiros, dançarinos e djs, esses pessoal são bandidos e é a última alternativa dentro outras. Esses ‘carinhas’ da periferia não fazem cultura, maneira que pensam do hip hop. Os coordenadores de cultura preferem convidar ídolos do tal lado B (besta), artistas da classe média que se apresentam por cachês acima de R$ 10 mil e exigem serviço de camarim, equipamentos e palco de último geração. Como seus amigos não vão, os responsáveis pela promoção cultural de eventos, palestras, teatros entre outros espaços, metidos a produtores de arte tem uma idéia genial:
-Meu... Vamos dar espaços ao hip hop! Eles são fodas! É aqui que essa gente tem que se apresentar, isso é política pública! Isso aqui é do povão! O hip hop é revolução, meu tipo assim! Estas são suas falas de intelectuais vazios pensando o que é bom para os pobres.
Os promotores de cultura lembram-se dos mcs, djs, grafiteiros e break oferecendo para se apresentarem por kits lanches como cachê. Lógico! Os hip hopers terão que virar-se com a condução. O convite é feito na sexta e o evento é no sábado. A estrutura o ‘super show ‘é uma piada: Divulgação feita com dez cartazes de folha A4, um toca cd a pilha, um microfone de brinquedo vermelho e uma garrafa pet cheia de água de torneira. O luxo é o pão com mortadela e outras misérias. Esse é pacote especializado condicionado para os 'manos e a minas' dados por ONGs, Centros Culturais, Secretárias de Cultura e etc...
A idéia de povão dita pejorativamente por aqueles que não fazem parte do Brasil, assim que se acham os pertencentes da classe média. Nos seus bairros as políticas públicas vão alem de quatro rodas, luminária vermelha, sirene, portando armas e ódio aos pobres.
Como a cultura é cara para o padrão da maioria dos brasileiros, chamados de preguiçosos e alienados por ditos intelectuais: Isso é um absurdo! Os(as) trabalhadores(as) do país têm que levantar-se as cinco da manhã e dormir á meia noite, dividindo seus dias de vida em trabalho, escola e filhos, sobrando quase nada de tempo para teatro, ler livros, cinema, museus dentre outros reservatórios manifestações culturais. Esses locais de conhecimento são mantidos nos grandes centros e circula pouco nos bairros onde a população brasileira vive. Quando alguma coisinha acontece da considerada arte superior nos bairros pobres, geralmente é um projeto oportunista, o orçamento desse espetáculo deve ter custado caro para os cofres públicos.
Ainda bem que somos malandros e ignoramos estas ditas culturas clássicas, ela feita por pessoas de valores preconceituosos. Os agentes de cultura tem suas falácias invertendo a idéia que está na sua essência a discriminação, criticando o povo por não gostar dessa tal invenção neo-bobagem-clássica. Por isso os produtores que não produzem, acham que leram o livro certo, romantizam o movimento feito por pessoas dos gueto, razão delas não merecem receber caches:
-Pô meu! O hip hop é militância! Porquê você quer receber? E o manos e as minas, a mensagem , meu ô...: Assim balbuciam sobres os problemas inventados por eles para o hip hop. O movimento para eles não tem valor.
Tanto que quando não tem a verba lembram do hip hop, mas quando tem, deixam de serem agentes culturais e se tornam os promotores de danceterias. Dizem que o hip hop não atrai público. Já, a banda de 'rockpunkmpbnet' de grupos de amigos deles receberam a grana e a divulgação necessária para qualquer desfile de banda de escola. Eles que fazem música, pintam, tocam, cantam, dançam de verdade.
Ah! Ah! Ah! Como esses tais promotores culturais são engraçados.
È foda fazer hip hop aqui no Brasil. Além de ser ignorados pelos meios de comunicação, temos aturar esses promotores, secretários, agentes e outros títulos de pessoas responsáveis pela promoção de cultura para a população.
Lógico! Que há preconceitos referente ao hip hop ou qualquer manifestação vinda do povão, que está fora da normas técnicas de cultura que aprenderam nas universidades.


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Um comentário:

Douglas d'Aquino disse...

Já dizia o Mahal
"Querem banir meu clã do jogo/
negarás a tua cultura? / eu vim de onde as lágrimas brotam de faces brutalmente imaturas / cavaleiros de armadura profetizam fogo / o sangue é derramado / dinheiro vaza pelo esgoto"

eh foda... mas sempre vai ter o "polegar opositor", o revolucionário, a mensagem de rebeldia contra o sistema, através do verdadeiro rap, do verdadeiro hip-hop (pois essa é sua essência).

Muito bom o texto, ainda mais quando é feito por uma causa que vale a pena levantar a bandeira e lutar.

parabéns